sexta-feira, 21 de novembro de 2025

DIMENSÕES HUMANAS.

 Um homem se mede:

Na sociedade, pelo respeito;

na política, pela influência;

nos negócios, pelas conquistas;

na família, pela postura;

 e, no caixão, pela altura!

............................................................original de 26/03/2013. atualizado.

DIMENSIONES HUMANAS.

A un hombre se le mide:

en la sociedad, por el respeto;

en la política, por su influencia;

en los negocios, por sus logros;

en la familia, por su comportamiento;

y, en el ataúd, ¡por su estatura!

...........................................................

HUMAN DIMENSIONS.

A man is measured:

In society, by respect;

in politics, by influence;

in business, by achievements;

in the family, by his demeanor;

 and, in the coffin, by his height!

 

............................................................... Traduzidos pelo google tradutor. Em 21/11/25.



terça-feira, 4 de novembro de 2025

ROTINA (ROUTINE- RUTINA)

 ROTINA      (Original de 01 de junho de 2006.)

Ele se eleva por trás dos montes,

Entre névoas, com vigor, aflora;

O sol, atro rei, poderoso, supremo...

Vem e brinda-nos com a boreal aurora.

 

É a luz que da vida aos bosques, as flores;

Faz -se a pino, sua luz fulgura.

Enaltecendo os vales, as cores...

E vai morrer triste na noite escura.

 

Anos e anos na eterna rotina,

É a vida que se renova em labor.

Nervosa, sutil, ampla, tão intensa...

 

Tudo nasce, cresce, vive e finda.

Até mesmo o sol terá que se pôr,

Para que a alvorada aconteça.

................................................................... 

ROUTINE                     Translated into English on November 4, 2025.)

It rises behind the mountains,

Amidst mists, with vigor, it emerges;

The sun, dark king, powerful, supreme...

Comes and bestows upon us the boreal dawn.


It is the light that gives life to the woods, the flowers;

Its light shines brightly at its zenith.

Exalting the valleys, the colors...

And it will die sadly in the dark night.

 

Years and years in the eternal routine,

It is life that renews itself in labor.

Nervous, subtle, vast, so intense...

 

Everything is born, grows, lives and ends.

Even the sun will have to set,

So that the dawn may come.

 ....................................................                                      With google translate..                 

RUTINA               (Traducido al español el 4 de noviembre de 2025)

Surge tras las montañas,

Entre brumas, con vigor, emerge;

El sol, rey oscuro, poderoso, supremo...

Llega y nos regala el alba boreal.

 

Es la luz que da vida a los bosques, a las flores;

Su luz brilla con fuerza en su cenit.

Exaltando los valles, los colores...

Y morirá tristemente en la noche oscura.

 

Años y años en la eterna rutina,

Es la vida la que se renueva en el trabajo.

Nerviosa, sutil, vasta, tan intensa...

 

Todo nace, crece, vive y muere.

Incluso el sol tendrá que ponerse,

Para que pueda llegar el alba.

........................................................................... With google translate..   

sábado, 16 de agosto de 2025

The Hidden Face "Of the Face". (A Face Oculta "Do Face")

 

                   In 2007, a new entertainment-focused platform was launched in the Brazilian market: Facebook. Like any digital innovation, it offered advantages over its competitors and naturally gained ground. Over time, other applications joined it, and social privacy became a public issue. The competition between modern means of communication—phone, photos, videos, etc.—has reached a disturbing point. It's not a link between a specific age group: young people, adults, and the lively elderly are also adapting and indulging in digital pleasures. It's undeniable that it's an important medium for today. With it, one can integrate with planet, without leaving home. The flexibility with which it allows the sending of images, audio, and videos makes Facebook, like other electronic channels, windows that allow us to explore the world. Through them, it's possible to know what lies beyond the mountains and the seas; all continents interact, and there's no longer any reason to feel isolated. Just create an account, and all the mysteries and secrets of humanity can be at your fingertips, with a click.

But it's not all positive. For full use, there are rules that users accept, and these allow the managing company to access and analyze content in transit. This occurred due to the misuse of these platforms, where fake news is spread with the same intensity as real news. Consider the rigor with which the administrators recently imposed themselves, hiding "news" sent by global authorities. After realizing that "fakes" were harmful in election campaigns and continued to undermine the conduct of good people, the providers admit that, if necessary, they apply a critical eye to the post to prevent this harm from spreading. guiding, but respecting the universal right of expression in democratic countries.

                      All users must be mindful of the content they post. Responsibility for their posts lies with each user; therefore, once published, the users they indicated will have full access to their private details revealed in the files, texts, and subtexts; not to mention hackers who scour posts for topics and data that interest them. If the option is public, everyone who accesses the platform will have access to their documents, photos, and the like, and these reveal the entire psychological context of the author. The articles, in general, aim to entertain, reminisce, express opinions, or feed the ego. The tool is the bridge between the people and their contacts; for the masses, a high number of likes is truly good.

                      The importance of social media in life, among other things, is evident when someone seeks membership in a social organization or in a job interview. One of the items asked is whether the candidate uses social media; why? Through social media, analysts identify the forces that drive the user, such as sadness, anxiety, political aptitude, leadership, or boredom. What words fail to express, their continuous posts clearly demonstrate to researchers. Their actions and reactions confidentially and truthfully reveal the virtues and flaws that education, formalities, and discretion attempt to disguise. Therefore, the window that reveals their universe is the same one that exposes their unmasked profile to the world—with its charms, its flaws, and its fears.

                  When posting something intimate, think about this!

 

 

 

 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

A Sinfônica -The Symphony/


 Não importa a diferencialibidade dos mais estranhos e exótico instrumentos, na orquestra tudo se encaixa.

      O silêncio se impõe de forma inquietante. Instintivamente ela se eleva e traça no ar movimentos compassados e de forma ininterrupta. Ela, a batuta, com sua aparência franzina é enérgica! No seu vai e vem, convoca a cada instrumento ordenando sua entrada ou saída de cena. Assim, todos os metais, por ordem são chamados e, mesmo com seu tom estridente, não se impõem sobre o coro virginal oriundo das cordas. Igualmente, o baixo tuba e os tambores se respeitam. Juntos, criam uns sons harmoniosos, envolventes. Não importa a diferencialibidade dos mais estranhos e exóticos instrumentos, na orquestra tudo se encaixa. Se juntos executarem grupos de pianos, corais de centenas a milhares de vozes, tudo sairá uníssono. Em seu momento, a sutil flauta faz frente às sopranos, aos tenores e, até mesmo ao poderoso gongo japonês. Em tudo há cadência, pois, embora diferenciados entre si, os graves, contraltos ou aveludados, seguem pela mesma trilha da partitura que, com suas poucas linhas, permite breves escapadas, mas nunca o seu total desprendimento. Agindo dessa forma, têm suas sonoridades respeitadas, portanto; se grandes ou pequenos, seguem pela mesma estrada. Ordeiramente vagam pela breve, semibreve até as semifusas em compassos certeiros sob a regência da implacável e dinâmica batuta. As “fusas” exigem dos instrumentistas muita agilidade; são como crianças saudáveis que recreiam pelas ruas. As “colcheias” se assemelham aos adultos que ponteiam a harmonia; as “breves”, lembram o lado metódico da população. Todo o conjunto forma um evento singular que embala os sonhadores. As peças se alteram: clássicas, dramáticas, as sonatas.
   
 A perfeição do sincronismo musical se dá em virtude da rígida marcação e da interpretação das notas e escalas pelos músicos. Por trás de cada peça, há um ser humano dando vida aos símbolos musicais. É o cérebro o conversor dos sinais em sons e, através deles, os gráficos determinam os movimentos dos dedos nas cordas ou nos teclados; das mãos hábeis nas baquetas ou na batuta que os rege com todo o vigor.
Agora, convenhamos. Se por trás de cada instrumento há pessoas e, se parte delas a execução afinada da sinfonia; então, porque na vida real o mesmo não sucede? Se os músicos estudam durante a infância para que, quando adulto, possam ocupar um lugar de destaque na orquestra; mas as pessoas treinam a vida inteira para se harmonizarem! Têm sua Carta Magna e elegem seus regentes aos quais por si se submetem a todos os tipos de exploração. São talentos dignos de grandes peças, mas se fazem inúteis diante incontáveis momentos inglórios originando um imenso submundo explorado indignamente. Formam uma orquestra apática num concerto desafinado. Mas, afinal, na sinfônica humana, quem desafina?...São os “músicos” ou os “regentes”?

Publicado no Jornal A Notícia /11/02

The Symphony.


The silence imposes itself unsettlingly. Instinctively, it rises and traces uninterrupted, measured movements in the air. It, the baton, with its frail appearance, is energetic! In its back and forth, it summons each instrument, ordering its entrance or exit from the stage.

Thus, all the brass instruments are summoned in order, and even with their shrill tone, they do not impose themselves on the virginal chorus originating from the strings. Likewise, the bass tuba and the drums respect each other. Together, they create harmonious, enveloping sounds. No matter how unique the strangest and most exotic instruments are: in the orchestra, everything is It fits. If piano groups, choirs of hundreds to thousands of voices, perform together, everything will come out in unison. In its moment, the subtle flute stands up to sopranos, tenors, and even the mighty Japanese gong. There is cadence in everything, for, although differentiated from one another, basses, altos, or velvety instruments follow the same path of the score, which, with its few lines, allows for brief escapes but never complete detachment.

By acting this way, their sonorities are respected; whether large or small, they follow the same path. They orderly wander through breve, semibreve, and semiquavers in precise measures under the direction of the relentless and dynamic baton. The "quavers" demand great agility from the instrumentalists; they are like healthy children playing in the streets. The "quavers" resemble adults punctuating the harmony; the "breves" recall the methodical side of the population.

The entire ensemble forms a singular event that lulls dreamers. The pieces change: classical, dramatic, sonatas. The perfection of musical synchronicity is achieved by the musicians' strict markings and interpretation of notes and scales. Behind each piece, there is a human being bringing musical symbols to life. The brain converts signals into sounds, and through them, the graphics determine the movements of the fingers on the strings or keyboards; of the skillful hands on the drumsticks or the baton that conducts them with all its vigor.

Now, let's face it. If there are people behind every instrument, and if the finely tuned performance of the symphony is part of them, then why doesn't the same happen in real life? If musicians study during childhood so that, as adults, they can occupy a prominent place in the orchestra, similarly, people train their entire lives to harmonize!

They have their Magna Carta and elect their conductors, to whom they submit themselves to all kinds of exploitation. They are talents worthy of great pieces, but they are useless in countless inglorious moments, creating a huge underworld exploited unworthily. They form an apathetic orchestra in an out-of-tune concert.

But, after all, in the human symphony, who is out of tune?... Is it the "musicians" or the "conductors"?

 


domingo, 30 de junho de 2024

Mundo dos Homens Feios.

 Aquela era uma cidade como as demais. Pelas ruas, um transeunte sem uma idade definida - entre os trinta e quarenta anos-, caminhava e observava aquelas redondezas. Logo na entrada, educadamente, indagou a um indivíduo despojado de qualquer luxo que se encontrava apoiado no meio fio: “- Que cidade é essa?”. De expressão triste, o cidadão ouviu a pergunta e, sem disposição, respondeu: “...é o mundo dos homens feios!” E deu de ombros.

O visitante, calado, não entendendo a dimensão daquela dura resposta decidiu pesquisar aquele mistério. A princípio, nada lhe aparentava novo. Ruas lotadas no centro, pessoas portando trajes da moda invadindo os sinais. Via-se as chaminés nos arredores, casas comerciais nas esquinas. Basicamente, os hábitos seguiam os padrões existentes. Mas a afirmação daquele indivíduo inquietava-o: Porque mundo dos homens feios?... Qualquer pessoa de relativa cultura sabe que a beleza é apenas um critério adotado na intenção de comparar esse ou aquele, mas é uma consideração inválida. A beleza é subjetiva. Na verdade, ela seria a perfeição dos traços de determinada peça. O que não se aplica às pessoas. Elas não são eternas. Não há um padrão a ser seguido, somente o que a mídia publica e o classifica como belo. A nível humano, como alguém poderia ser belo se, em poucos anos, seu corpo se deformará? Tudo o que restará serão os seus feitos. O que há, de fato, é a “diferenciabilidade” dos tipos entre altos, baixos, negro, amarelo... O que se pesa para a sociedade é a ação de cada grupo...agora, homens feios... Como seriam os bonitos?

Os traços expostos pela juventude mostram a síntese do contexto que eles vivem. Caveiras, duendes, símbolos góticos, tatuagens; a simples maquilagem ou a falta dela na pele queimada da mocidade do gueto, perdidos na fumaça que arde no cachimbo improvisado. Aprofundando pelas ruas, novos feitos vinham à tona. Agora, era a classe média que expunha seu charme. Jovens e velhos na eterna luta. Comércio, transportes, pessoas imbuídas nos seus afazeres; suas tensões diárias lhes conferindo um encanto característico. O olhar tenso da mãe que guia seu filho no semáforo; os traços juvenis da classe escolar nas tradicionais extravagâncias da idade; a massa pobre que enche de vida o trânsito, sobressaindo os homens de ternos, as roupas da moda, as mulheres muçulmanas com seus lenços; a pressão do horário de pico na cidade onde a humanidade é sempre estranha. Ainda não há uma resposta para a afirmação daquele individuo de olhar distante, sem sonhos, vivendo, quem sabe, numa cama de incertezas e de sonhos irrealizados.

 Quando o semáforo fecha expõe a realidade social. Poderosos automotores exibem a diferença social entre as classes. A intransigência no trato com as demais; a certeza da influência com os detentores da lei faz indivíduos relapsos, prepotentes mediantes olhos assustados da maioria que se limita ao sinal.

istockphotoa- Imagem. Google
Uma pausa. Parado em frente à banca de revistas, daquelas que estão instaladas nas esquinas coladas nas paredes cheias de fofocas literárias, sem compromisso com a verdade; seus olhos se entretiveram nas notícias que se destacavam nos jornais. Não foi difícil compreender as entrelinhas das múltiplas formas de expressão daqueles noticiosos. Seguramente, a verdade não era a companheira de todas as afirmações feitas pelos profissionais da imprensa. Por trás das notícias há jogos de    interesses dos próprios meios de comunicação. As tragédias ganhavam destaques segundo a vontade de determinados grupos. Nas entrelinhas dos tratados havia subtextos claros para quem dispunha de algum conhecimento mundano; índices fictícios que logravam a opinião pública, os cartéis e tratados envolvendo os poderes constituídos, os homens de cartolas, elegantes membros da sociedade que controlavam aquela cidade. Os contrastes são evidentes, mas não se encontram entre eles aqueles que traçaram tão diversificado destino, nem o cobrador de tributos, pois estes são descontados na fonte. Tudo o que representa a vontade humana é questionável. Os poderes constituídos pairam, quase sempre, em mãos omissas; pessoas sorrateiras que deliberam conforme os desígnios daqueles que trazem a comunidade sofrida sob o seu jugo.

Contrapondo-se a imaturidade da puberdade, na dura realidade sobrevive o silêncio de pessoas que se calam diante da impunidade. Agora sim, há uma provável explicação para aquele entediado desabafo. Toda a feiura exposta nas sarjetas é a síntese dos maus governantes sobre uma população humilde, cega a tantos malfeitos impostos por seus dirigentes.

Mais tarde, deixando o vilarejo, o viajante cruzaria com aquele que lhe impôs o enigma. Com temperamento alterado e sentado, ainda buscando alguma razão em seus atos, questiona: -E então?... Encontrou o que eu disse? Eles estão em toda parte!... O estranho acena com a cabeça que sim. A verdadeira feiura era aquela que se expunha pelos meandros da urbe que se inclina, obrigatoriamente, aos comandados de poucos homens. Para vê-los, como havia dito o indagado: - basta “abrir os olhos”!

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Desfile de Máscaras.

Ela surgiu como uma necessidade, tornou-se imprescindível; mas está indo embora. Recrutada do século XX, veio em um momento em que o avanço do Covid-19 se expandia de forma desenfreada. No apogeu da pandemia, em todo o mundo sua presença foi imperiosa. Era um desfile de arte, de tédio e de insegurança. Todas as pessoas de bem a utilizaram e -ainda usam-, mas seu tempo está acabando com o fim da quarentena... 

A pandemia que em 2020 assolou o mundo provocou muitos transtornos. Entre tantas experiências, o planeta se tornou um imenso centro de pesquisas, de embates políticos e fanáticos, mas nem tudo era problema; há detalhes que se afloraram exigindo dos indivíduos atos inovadores, permitindo que a vida, em sua plenitude, se mantivesse ativa.

sbmt.org.br - google
Primeiro veio a necessidade das pessoas em situação de risco se afastarem do trabalho não essencial, de ficarem em casa. Como não poderia ser, a exploração oportunista também se fez presente. Os órgãos de notícias se encarregaram de nutrir os diferentes veículos de comunicação, em todas as esferas, para informar e confundir a massa ignara. Contrariando as previsões mais otimistas, aquela que seria uma simples virose atravessou todos os mares impondo uma cortina de terror às pessoas em sua luta diária. Porém, mesmo em frente a um inimigo tão voraz, uma atitude simples chegaria para dar um novo alento à tantas inquietações.  Frente ao número de morte que disparava em todo o planeta, alguém lembrou das máscaras, arma que retardou a disparada do vetor desconhecido que assombrava o mundo, no século passado, durante a Gripe Espanhola. Imediatamente, a multidão lançou mão das sobras de linhos, de algodão e improvisando aqueles apetrechos desajeitados (aparentando sósias dos bandidos do velho faroeste), contudo; desta vez, era para proteger a própria saúde e não para ocultar a identidade frente ao rigor das leis do oeste distante.

Vez por outra, surgia postagem contra o seu uso alegando que o indivíduo poderia se sufocar. Era uma inverdade tão insossa que um aluno do ensino básico sabia de cor. O pequeno espaço que há entre as narinas e a máscara pouco representa frente aos tantos gases e corpos nocivos que ficavam retidos nelas.

Ainda no quesito efeito social, pode-se dizer que a mesma proteção que oculta o rosto e impede a invasão total da vida em miniatura que permanece no ar, desnuda uma dura realidade que permanece entre os seres humanos. Em um mundo que há milênios se tenta preservar o amor ao próximo; hoje, visivelmente, parte da sociedade age como se fosse o dono da sabedoria e da ciência. Alguns porque discordam, se esquecendo da dor humana, do desespero na presença eminente do desconhecido, dos profissionais da saúde. Ainda questionam porque acham deselegantes; há aqueles que o fazem por ausência de conhecimento; outros para fazerem o que é mais desprezível na humanidade que é se prostar às autoridades narcisas que, se julgando a mais astutas do mundo, debocham da pandemia desconsiderando a vida como um todo, estimulando a imunização de rebanho, independentemente de suas deficiências patológicas. 

Diante de tantos prós e poucos contras, enquanto a imunização completa não vem, é prudente que se utilize desse aparato. Embora seja desconfortável em determinados lugares, ela detém uma gama de vírus e microrganismos que afetariam seus órgãos mais sensíveis.

Agora que a imunização se aproxima dos 80%,  a proteção ainda se faz útil nas cidades de veraneios por estas estreitarem o contato com pessoas de origens desconhecidas. Da mesma forma, no trato com idosos, classes de alto risco e em ambientes aglomerados. Na prática, ela cai bem no “busão”, nos trens, na feira livre; no churrasco na laje; e sendo uma proteção buco-facial, protege o organismo, mas não oculta a identidade das pessoas que têm por si ou por quem participa de seu convívio, um pouco de respeito.

Por fim, onde você pode ficar sem ela. Se o ambiente for seguro, confiável, com pessoas de sua inteira confiança; nada impede que nele exponha seu mais belo sorriso - aquele que ficou trancado há mais um ano - ou se for com a pessoa amada, num banho de espuma; ou mesmo sob uma ducha discreta, onde a água morna, límpida, desponta de uma pequena cascata térmica e escorre pelos relevos e cavidades desvendando a geografia humana e seguindo em direção ao mar... ou naqueles momentos extremos em que os corpos falam por si... também poderá descarta-la, (a máscara) sem remorso.  

Quanto a proteção sobre o rosto, seu legado marcará uma fase trágica que entrará para a história, um longo desfile que não será esquecido, mas sem deixar saudades!

 


domingo, 28 de março de 2021

A Corte, a Peste e o Bufão.

 

   Nos idos da Idade Média, a história relata a estrutura dos Reinos que se estabeleceram no Velho Mundo. Como a arte era um fator comum entre os povos, adotaram - entre vários segmentos do gênero - a figura pública do bufão ou, o Bobo da Corte, que era encarregado de alegrar a realeza. O eleito era escolhido entre os hábeis em conhecimentos mundanos (da época), com destreza e talentos que mantinha a comunidade entretida através de seus micos e trejeitos típicos, com vestimenta fanfarrona e debochada, espalhava farsa, críticas e lições de moral aos nobres, servos e plebeus.  
   
Fato parecido ocorreu num pleito eleitoral de um país emergente das Américas, no final da segunda década do século XXI.  Entre os tradicionais pactos e conchavos, muitas “fakes News” acobertaram o contexto sombrio que rondava o Posto maior. Da mesma forma, a atitude do mandatário que veio a ser eleito também foi intrigante. Normalmente, o dirigente de uma nação comporta-se de maneira discreta até adquirir intimidade com os subordinados. Não foi assim. Em toda a sua restrita campanha, a presença do elemento surpresa esteve presente; seja nos maus tratos com a minoria, com a natureza, na indiferença com os concorrentes; até alvo de uma tentativa de assassinato (é o que os noticiários afirmam). Em meio a tantas mudanças, veio a posse e as supressas continuaram.  Discursos, promessas, o fim do horário de verão entre outras.
pt.wikipedia,org
   No início do segundo ano de seu mandato, o mundo foi acometido de uma peste oriunda do Oriente. Posicionando contra os protocolos mundiais, enquanto o mundo recomendava cautela, ele permanecia contradizendo as determinações sanitárias, estimulando o povo a se rebelar contra as determinações científicas; acompanhava os protestos nos arredores da Explanada; desafiou autoridades mundiais, mas foi interditado nas linhas do STF, e viu parte de seus propósitos serem abandonados pelos seguidores.
   Na medida em que a virose se propagava, suas ambições foram caindo por terra. Frente às derrotas políticas que vinha sofrendo (Russomano em São Paulo e Crivella, no Rio) em importantes centros político-econômicos que se destacam na Federação. discretamente foi se afastando do foco principal.
   No último semestre, assumiu a função pela qual foi eleito. Agora se ocupa com viagens representativas, atitudes populistas e ao combate a eventuais adversários políticos. Em contrapartida, o seu vice ocupava seu espaço nos encontros, no trato com a imprensa e nas reuniões e entrevistas bilíngue, vantagem que lhe foi negada; ainda se afastou da imprensa crítica e do mantra: o Brasil acima de tudo; Deus acima de todos!
   Com o passar dos dias, notou-se a ausência do deputado afrodescendente que o acompanhava nas coletivas, além de artistas e candidatos populares que com ele se elegeram, assim como o abandono do partido que o amparou. Quase (ou todos) os assessores nomeados em seu governo também ficaram de fora. Substituiu os civis dos cargos próximos por militares e em pontos estratégicos.  Forçou a saída do Juiz Moro, magistrado que embarcou em sua caravana, o mesmo que comandava uma força tarefa em busca de corruptos e que denunciou e mostrou o teor das reuniões que traçavam os destinos do País; abdicou do apoio do grupo dos 300 (30) que agitava a paz próximo à Esplanada; de parte da Ala Evangélica e se coligou com um grupo opositor que o mantém ileso das dezenas de pedidos de afastamento, mas a peso de ouro. Paralelo a tantos percalços, a peste que aparentava ser passageira continua em ascensão.
   Quando ainda em campanha política, os Arcanos das Leis haviam imposto condenação questionável e detiveram um velho que havia sido Presidente à prisão. A defesa do prisioneiro, no entanto, se manteve atenta e a questionar erros na Lei. Recentemente, os mesmos magistrados que proclamaram a sentença condenatória, avaliando novos atos que sugiram, estão revendo o processo; com isso, o “Robin Hood” dos tempos modernos retomou momentaneamente a sua liberdade e volta a atacar o Chefe em decadência. (Cite-se o veto sobre a sua ordem em suspender o toque de recolher no Distrito Federal, na Bahia e no Rio Grande do Sul). Por sua vez, a pandemia atingiu seu pico mais elevado e milhares de vidas são ceifadas diariamente. Junte-se a isso o desprezo dos dirigentes mundiais, da imprensa que o apoiavam – o grupo do Bispo, do Baú-, dos panelaços durante seu pronunciamento; caso a suspeição do juiz Moro se confirme, prejuízos incalculáveis virão à tona.
   Contrário aos originais bufões que se destacavam pelas palhaçadas infantis; este em evidência, foi lapidado pelo calor da conduta pública questionada, pelo deboche, do palavreado chulo, pelas mentiras deslavadas com que trata seus súditos. Como um Bufão, ainda usa da simplicidade, da ingenuidade, da infantilidade das pessoas para entretê-las, enquanto a Corte, reunida com seus matemáticos, tesoureiros e conselheiros; sem maiores explicações, declinou a moeda local, ampliou o apoio aos aliados impondo pesado fardo tributário à população que se debate frente o recolhimento, ao desemprego, e a presença sombria da morte que paira sobre eles enquanto o imunizante não chega.
   Dentro das leis republicanas, seria ele a locomotiva que alavancaria a nação; mas aos olhos dos céticos, não passa de uma máquina velha, debilitada e desordenada que vai se arrastando pelos trilhos, sobre as determinações austeras de um general, de generais, ou do “Centrão” ... opositores que apossaram de sua fraqueza e agora o tem em mãos.  
  
 Aquele que há pouco tempo se dava ao direito de provocar o mundo, hoje caminha com as ventas tapadas (máscara), cercado a distância por Hienas oportunistas, observado por aves de rapina, acorrentado por severos opositores que ditam as suas regras; como um cordeiro em ponto de abate, no poder de uma matilha de lobos, famintos.