quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Expresso 2018.

Em meio às atribulações das ruas, José corria em direção à estação. O trem estava partindo e ele tentava alcançá-lo. Seus parentes, já embarcados, chamavam: - “Corre José! Largue essas bolsas e apresse o passo! Você vai perder o trem”!
google casseta.com.br
Desesperado, ele não via outra maneira de andar mais rápido. Trazia consigo muitas malas, contrário a tantos que só usavam a roupa do corpo. Mas ele não conseguia se desvencilhar delas e as arrastava pelas calçadas. O que ele transportava era algo pessoal, coisas íntimas que os melhores amigos condenavam e nada faziam para socorrê-lo.
O trem já estava estacionado e as pessoas, em grande contingente, iam se acomodando. Todos que chegavam encontravam lugar e a passagem era gratuita. Chegou a hora e a composição partiu. Ela tinha hora certa para sair, pois tem hora para chegar. Em meio a lamentos, José não pode embarcar.
Sozinho na plataforma, vendo que os últimos vagões sumiam na primeira curva, ele sentou e permaneceu em silêncio. Sentia-se desprezado, ignorado pelas amizades. Remoia as palavras da família para que ele abandonasse suas tralhas e alcançasse o trem. Tardiamente começou a examinar seus pertences e a separar o que era desnecessário para aquela viagem. Não demorou muito e a plataforma estava cheia de peças que não precisavam estar ali. Guardados seus, coisas pessoais em desuso; vestimentas fora de moda que por engano foram postas no baú. Cada uma tinha uma história e merecia ser preservada, mas salvar algo é útil quando isso não se torna um transtorno na vida, e aqueles pertences o fizeram perder a viagem.
Tomado pela emoção, decidiu a muito custo abandonar tudo aquilo que era um estorvo. Movido de impulso, separou o que era inútil enchendo as lixeiras do lugar. De todas as suas posses sobrou uma pequena bolsa de mão e ele, decidido a mudar de vida, voltou para casa.
Mais uma vez o final de ano chega e aquele trem estará de volta. No dia trinta e um de dezembro, a meia noite, ele parte. Não espera por ninguém, pois seu destino é inadiável. Por ser imaginário, ele comporta a todos que tiverem disposição, determinação; que forem solidários e preparados para uma aventura baseada em altos e baixos, expectativas e conquistas que serão concedidas a quem estiver na viagem. Estende-se pelas doze estações que o separa da partida e a chegada. Por ser um passeio, prático é nada levar além de malas para serem preenchidas. Enquanto a hora não chega, deve-se avaliar aquilo que se pretenda usar nessa turnê. Há tempo para que se abra mão do que é supérfluo, ver se sua bagagem não está repleta de coisas fúteis que impedem a sua integração ao grupo. Ignorância, omissão, imprudência, mesquinharia, são cargas emocionais que, fisicamente, não ocupam espaço, mas podem retardar qualquer avanço na confraternização universal. Portanto, para embarcar nessa viagem, basta desarmar o espírito, envolver-se pelo desejo de mudança e buscar pelo trem.
Na entrada do novo ano, o Expresso 2015 atracará e acomodará a todos aqueles que quiserem viver uma grande e promissora aventura. Para tal, basta que esteja preparado e na estação!

Boa viagem!

Publicado no ano de 2010, no jornal -A Notícia - de Salesópolis, e reeditado em outras ocasiões.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Forças abstratas.

      Sonhar é divagar, é conceber o imaterial e torná-lo palpável.
Muitas são as formas de sonhos. Além dos humanos, os animais vertebrados também têm essa capacidade. Embora não podemos saber o que eles vivenciam durante os momentos em que as forças psíquicas se manifestam, vemos os movimentos que os membros executam enquanto dormem.
fotoimagens.net
Se o futuro é um emaranhado de estradas invisíveis, as visões e esperanças ambicionadas trazem luz ao obscuro. No fundo, todo sonhador deseja que seu devaneio lhe traga vantagem.
Sonho primário é aquele que surge ainda na infância, mas é deformado por nascer influenciado por outras opiniões. Os anciãos pendem entre as aspirações futuras e os momentos retrógrados passeando na recordação dos grandes momentos vividos. Há o sonho adolescente que é ambicioso, inovador, futurístico e que quase sempre se choca com as aspirações adultas. Alguns os têm de maneira ampla, pungente; outros os concebem de forma humilde. Nestes, os sonhos aparecem como falsas verdades, na tentativa de se equipararem em vantagens aos demais. Há aqueles que o visionam como uma previsão; outros, como um mero acaso. Tem-se o sonho projeto, algo que não é sonhado, mas estudado. Os intelectuais assim procedem explorando os acontecimentos inovadores, especulando como eles seriam nos dias vindouros.
Quando se caminha pelas ruas, por entre as grandes construções – paisagistas, arquitetônicas, artísticas -, alguém já perdeu o sono as idealizando. O ambiente onde se mora, a decoração, os utensílios é a materialização do que se desejou e que foi possível conquistar. Nesse contexto, os grandes sonhadores ganharam asas, foram ao espaço. Eles estão em todos os lugares se devotando no firme propósito de colorir o enfadonho tempo que se estende do despertar ao por do sol, nesse materialismo exacerbado em que a moda e o conforto se fazem prioritário roubando a alegria de se renovar. As grandes tragédias e conquistas consumiram dias de planejamentos.
Por ser algo imaterial, toda ilusão pode levar a realização; do contrário, vira frustração e pesadelo. É uma energia que paira no ar até ser concebida e transformada. Os seres humanos, dentro de suas capacidades o fazem; mesmo aqueles que aparentemente nada sonham, trazem no íntimo o desejo ardente de mudança.
Tantas possibilidades acercam o ser humano e cabe a ele compreender e realizar esse projeto que é viver no universo. A vida nada mais é do que a responsabilidade de alternar a realidade; uma grande obra que se revela dia-a-dia e que o homem é a ferramenta de transformação.
 

c/ Ciro do Valle/2006.



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Paraitinga.

Paraitinga, na língua tupi-guarani que predominava na região paulista significa: Rio de águas claras  Para-(rio); -i-(águas); tinga-(claras).
 A história de Salesópolis está intimamente ligada ao Rio Paraitinga. Sua demarcação cartográfica original (divisor de água) ia de sua foz, na confluência com o Rio Tietê, até a sua nascente. Hoje, após os ajustes políticos, ele nasce no município de Paraibuna. Se o Rio Tietê é famoso em todo o estado, o Paraitinga é o mais importante para o município. Só nos últimos trinta e cinco anos é que a água que abastece a cidade passou a ser captada do Tietê.
A origem do primeiro núcleo habitacional se deu no século XIX. Era ao lado de uma represa natural constantemente alagada, compreendendo, exatamente, toda a extensão do atual lago artificial.
A primeira atividade econômica era a pesca, mas a olaria, nas suas bordas argilosas, teria sido a principal fonte de renda de Antonio Martins de Macedo (Aranha), reconhecido como o primeiro hospedeiro onde se formou São José do Paraitinga e, posteriormente, Salesópolis.
Em suas margens despontaram a agricultura de subsistência. Arroz, feijão, cana de açúcar, fumo. No pós Primeira Guerra conheceu a batata inglesa, entremeada com a agropecuária. A permanência de proletários em suas margens as manteve com poucas alterações.
Nos anos quarenta do século passado, recebeu o plantio do Sisal o que resistiu por sessenta anos gerando renda e progresso.
O assentamento da Colônia Japonesa, hoje, nos arredores do Distrito, trouxe diversificação de produtos que dependiam diretamente dele.  Há ainda destaque para os Ardachinikoffs, descendentes de russos que ainda vivem de plantas irrigáveis.
Nos anos cinqüenta foi a vez do aproveitamento da esteira para banana.
A fase econômica da taboa (cerca de vinte anos) ocorreu sem a danificação do aspecto físico da região, mas ele passou a ser drenado para a agricultura. O solo era argiloso contendo uma pequena camada de areia.
Ainda nos anos sessenta, o aperfeiçoamento do eucalipto para a celulose levou a exploração dessa madeira para as suas cabeceiras, o que predomina até hoje. Já na década de setenta, Salesópolis passou a fazer parte da Grande São Paulo e seu território integrou a área de proteção de mananciais.
Em 2001, o município virou Estância Turística e, em 2005, a Represa do Paraitinga tornou-se realidade.  Sua função, agora, é abastecer a Metrópole; com o advento do reservatório, vai oferecer, também, lazer aos paulistanos e visitantes. Isso impediu o avanço de atividades industriais poluentes, mas deteve o progresso da agropecuária, da taboa, do carvão e concentrou-se na exploração da monocultura do eucalipto que, por si, afeta diretamente o volume aquífero das nascentes. 

Esse é o desafio: acompanharmos essa constante metamorfose; adaptarmos às suas mudanças, nos prepararmos para o futuro e resguardar aquilo que já foi e que jamais será o mesmo. 

sábado, 25 de outubro de 2014

Ereção da Capela Curada de São Jozé do Parahytinga.

No dia de hoje, conforme documento transcrito há 183 anos, a Comunidade de São Jozé do Parahytinga ganhava sua primeira demarcação geográfica.

PROVISAO DE ERECÇAO DA CAPELA CURADA DE SAO JOSE DO PARAHYINGA
                                                   (Livro do Tombo)

                                     Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de São Paulo, do Concílio de Sua Majestade Ilustríssima, Constitucional, etc.
Foto Faria
                                   Aos que esta Nossa Provisani virem, Saúde e Benção em o Senhor,
    Fazemos saber que attendendo Nós ao que por sua provisam representaram os moradores do Bairro do Parahytinga, termo da Villa de Mogy das Cruzes, e ao officio de 24 de Janeiro do corrente anno; que nos foi enviado pelo Conselheiro Geral desta Província. Havemos por bem declarar Capela Curada a de São Jozé da Parahytinga, do ditto termo de Mogy das Cruzes, e será a sua *díviza com a ditta. Villa a Ponte do Parahytinga, pelo lado esquerdo the ganhar o Pico do Serrote, **Seguindo dahi pelo mesmo; e pelo lado direito da ditta Ponte the chegar o Rio Tietê, seguindo por elle assim the onde faz Barra o Rio Claro.
                                   E para a todo tempo constar será esta registrada nos Livros do Tombo tanto da ditta Villa como da mencionada Capella, Curada.
                                     Dada em São Paulo, sob Nosso Signal e Sello das Nossas Armas, aos 25 de Outubro de 1.831.
                                E eu, o Pe. Fernando Lopes de Camargo, Escrivam Ajudante da Camara de Excelência Reverendíssima, que escrevi.
                                     Lugar do Sello                                                        + Manuel, Bisp
                                    
                                     Nada mais continha, Mogy das Cruzes, 13 de Setembro de 1.834.
                                    O Vigário Pe. Joaquim Franco de Camargo

Transcrito fielmente do livro Notas de História Ecelesiástica ‑ 11 Mogy das Cruzes e seus fundadores ‑ 111 Baruery‑Parnahyba ‑ IV Cutia ‑ 1937 ‑ Empresa Graphica da "Revista dos Tribunais" ‑ Rua Xavier de Toledo, 72 ‑ São Paulo ‑ de autoria do saudoso Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo Metropolitano de São Paulo.

Mogi das Cruzes, 18 de Março de 1.968.
Pe. João de Oliveira Rosa Filho, Chanceler da Diocese de Mogi das Cruzes.
.............................................................................................................................................

Os pontos evidenciados são resultados de pesquisa pessoal. O primeiro cita: *díviza com a ditta. Villa a (até) Ponte do Parahytinga (nas proximidades do atual paredão da represa do mesmo rio), pelo lado esquerdo the ganhar o Pico do Serrote (poderia ser a Pedra ou Pico do Itaguassú-), **Seguindo dahi pelo mesmo; e pelo lado direito da ditta Ponte the chegar o Rio Tietê, seguindo por elle assim the onde faz Barra o (foz do) Rio Claro.
Vista da Serra dos Monos - seguindo pela estrada da Barra - é possível notar toda a extensão do Vale do Paraitinga até a conhecida Pedra ou Pico do Itaguassú (pedra muito grande). De outro ponto elevado, desta vez pela estrada do Barro Amarelo (Pico da Torre), é possível ver grande extensão do Rio Tietê até a foz do Rio Claro. Somando os dois pontos de observação e considerando o critério divisor de águas, dava para se ver uns 80% das terras que estaria sob jurisdição eclesial da nova comunidade. 


Com documentos de André Ricardo da Silva e Foto Faria.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A Fábula do Porco-espinho.

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.


Publicado no Messenger. Imagem Google.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Avenida Prof. Adhemar Bolina.

No final dos anos 60, no século passado, Salesópolis - ou a Vila, como era chamada pelos pioneiros - se viu invadida por grande alvoroço. 
A implantação da primeira linha de oleoduto - entre São Sebastião e Paulínia - trouxe muita agitação para o município. A empresa Techint – Companhia Técnica Internacional- instalou uma de sua base de operações nos arredores e a pacata cidade se viu tomada pelo que havia de mais avançado na engenharia civil. Junto com os equipamentos veio levas de pessoas com sotaques e hábitos inovadores. O resultado foi o avanço populacional oriundo da imigração típica da obra, do êxodo rural provocado pela desapropriação do terreno alagado pela Barragem de Ponte Nova e daqueles que viam nas ofertas de emprego uma nova perspectiva para o futuro.
Em meio a essas mudanças, o tráfico na rua XV de Novembro transbordava com presença de grandes carretas e acentuou a necessidade de se criar uma alternativa para desafogar o trânsito local.
A instalação da segunda linha de tubos, pela Techint, já coincidia com a euforia do uso do eucalipto na celulose e a presença do Oleoduto abriu e melhorou o acesso às montanhas da Serra do Mar e ao Vale do Paraíba.
Segundo o pioneiro Marcílio Santos de Morais, o Moacir Catarino, “A empresa Papel Simão (atual Fibria) investia na região da Bela Vista, em Santa Branca, substituindo as áreas de canaviais por eucaliptos. Eram dois “paus-de-arara” transportando funcionários diariamente, ao mesmo tempo em que o plantio feito, em larga escala, pela Companhia Suzano na cabeceira do Paraitinga começava a produzir. Era comum ver caminhões quebrados no centro ou nas partes elevadas da rua central. Em dias de festas ou na primeira quinta feira do mês, a circulação ficava tumultuada”. Conclui Moacir (Foto).
O primeiro passo foi a drenagem das margens do Paraitinga entre a Rua Abílio dos Passos e a atual Sebastião Nepomuceno.As primeiras viagens de eucalipto, da Gleba 09, foram realizadas pelos senhores José Antônio Pinto (Zé Chaves), João Barbosa (Sabino), o próprio Catarino, entre outros, enquanto a avenida continuava a ser construída.
Em 1977 era possível transpô-la com carros de pequeno e médio porte.
O sucesso do aterro marginal e a triplicação do transporte trouxe o asfalto, feito notável na época. Crente da construção da segunda mão viária, na outra borda do rio, não foi considerado o feitio de acostamento na primeira.  
Batizada de Professor Adhemar Bolina, com a conclusão do asfalto Salesópolis-Tamoios, a avenida nova recebia também os veranistas que visitavam o litoral norte.
A partir de 1985, a forma de carregamento de madeira foi alterada. Os caminhões de 7, 12, 14 toneladas cederam espaço para as carretas e veículos conjugados. Era o resultado da primeira experiência com balança na atual Alfredo Rolim de Moura, que inviabilizava o transporte de eucalipto, para o consumo final, com caminhões de pequeno porte.
No final da década de oitenta, coube ao Sr. Francisco Wuo, vice-prefeito eleito, arborizar toda a extensão concluída.
Mesmo sendo o volume de cargas transportadas cada vez maior, em 1994, foi eliminada a função de mão dupla em grande parte da rua XV de Novembro sobrecarregando ainda mais o corredor marginal.
Na última década, a alameda ganhou o complemento final da segunda via, mas a parte que destinava ao entroncamento com a Rodovia Alfredo Rolim de Moura, no sentido litoral, continua sem perspectiva de construção e recebe caminhões com cargas que variam de 5 a 70 toneladas. O resultado são os rombos que a avenida construída sobre entulhos vem apresentando; a restauração da rede de esgoto, em sua extensão, mostrou isso.   
Outros fatos vieram a culminar com o desassossego da população. Um deles foi a decretação de área de lazer no trecho final da segunda via - entre a Rua Sebastião Nepomuceno e a Avenida Camargo Primo -, além do remanejo da linha de ônibus intermunicipal que transitava pelo centro e das cargas pesadas para a “Adhemar Bolina”. Como existe comércio na extensão desse logradouro, qualquer veículo que estacione interrompe o trânsito e, somem-se a isso os ônibus escolares, além dos utilitários que seguem em mão dupla num trecho sem acostamento e com má sinalização.
Com a realização do calçamento, nota-se que um acostamento funcional está descartado. Outro desconforto enfrentado pelos munícipes é a falta de acomodação digna. Além de caminharem por longas distâncias, necessitam de paciência para aguardarem por uma condução de horários incertos, amontoados em pontos em toda a extensão da Avenida e, enquanto do outro lado, por razões políticas ou financeiras, agora batizada de Avenida Pedro Rodrigues de Camargo Neto, na sua fase final é utilizada por poucos usuários em seu lazer.
Assim, a Avenida Professor Adhemar Bolina, cumpre o seu papel e, como o seu patrono, é polêmica. Para Salesópolis é a saída, mas para os salesopolenses tem sido o seu algoz.

Fotos: CV e Foto Faria